Boca do Inferno. Fim-de-semana é dia de passeio e este sábado não podia ficar atrás. Lá começamos a nossa viagem com o famoso senhor Amilton, que já nos tinha levado à Lagoa Azul. Este senhor tem duas particularidades e dois percalços a apontar nesta viagem. A repetição das mesmas músicas durante toda a viagem e ainda o medo que tinha de ir para qualquer sítio que lhe parecesse mais “perigoso” para o carro foram dois pormenores que marcaram o dia. Quanto aos dois percalços, o senhor Amilton não teve muita sorte, pois logo no início do passeio vieram ter connosco porque achavam que tinha roubado peças de um carro igual ao dele e logo de seguida percebeu que perdeu o telemóvel. Esquecendo o senhor Amilton vou vos contar um pouco da nossa viagem. Começou na Boca do Inferno, uma zona com a rebentação muito forte das ondas nas rochas. A lenda conta que havia um Português que ia de cavalo branco pelo monte e passava por baixo da Boca do Inferno de São Tomé para ir dar à Boca do Inferno de Portugal (nós decidimos não tentar o mesmo). Este foi o sítio mais bonito que vi na ilha, em que a paisagem era digna de um postal. O sítio seguinte foi a praia de sete ondas onde demos mergulhos, bebemos água de coco e jogámos futebol com os miúdos. Na praia existe uns ouriços únicos no Mundo, que são espalmados e parecem conhas. A sua forma é sempre igual, parecendo um desenho feito a computador. Paragem seguinte, Ribeira Afonso. Esta localidade não tem muito para visitar mas não deixa de ser um sítio bonito de conhecer. Almoçámos peixe grelhado com arroz, comemos Iza-quenta e até tivemos a brincar com uns “mini explosivos” que os miúdos tinham fabricado. Por último fomos a Água-Izé, uma roça muito grande que ainda tem vestígios da linha de comboio, do hospital central e de algumas casas da época colonial. No geral está muito degradada, com muitas barracas e muita pobreza no meio das ruas. Tal como em qualquer roça por onde passámos, a visita foi feita com um acompanhamento dos meninos. No final do dia ainda deu tempo para darmos uma volta por Pantufo, sitio que a única coisa que tem para ver é uma rotunda, mas que o senhor Amilton fez questão de nos mostrar para provar que não se recusava a ir a todo o lado.
6 de Agosto de 2011
Adoro as tuas crónicas, João!
ResponderExcluirColoquei algumas fotografias no Facebook, se quiseres vai ver.
Guida
(Margarida Beça Pereira)