quinta-feira, 14 de julho de 2011

Santana

Santana. Para os três novos elementos Move, a alvorada foi tardia. Fomos com o Manel e a Marta para o centro da cidade, onde íamos apanhar um hyace – uma carrinha táxi – para Santana. O centro não estava muito movimentado, pois é domingo, mas consegui ter um “cheirinho” do que vou encontrar nos próximos meses. Numa loja o troco é dado ou com um saco ou com uma pastilha gorila. O hyace é pago por cada lugar e não por serviço. O condutor fala ao telemóvel, não tem espelhos, não há cintos e entram pessoas até caberem. A viagem mostra um pouco da “verdadeira” ilha: as barracas, as crianças a brincarem pela rua, o pé descalço, o comércio em barracões, etc. A pobreza contrasta com o verde das palmeiras e dos campos. Santana tem uma praia muito bonita e arranjada e, para nossa surpresa, contava com uma enchente devido às festas de S. Pedro. Mais de 100 crianças brincavam connosco, falando sem medo mas com alguma vergonha inicial. Fizemos jogos, atirámo-nos para a água com eles e jogamos à apanhada. “Os Brancos ficam a apanhar” era a mensagem. Foram duas horas que nos aliciaram para o que podemos encontrar cá e nos mostraram que mesmo com tão poucas condições, a felicidade e alegria é uma constante por aqui.

10 de Julho de 2011

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