Lagoa Azul. Em qualquer serviço ou produto em S. Tomé, os “brancos” têm sempre um valor acrescido ao regular, contando com uma inflação extraordinária. É preciso negociar, informarmo-nos antecipadamente dos preços para não sermos enganados, mostrar que não somos ingénuos e que conhecemos o mercado. Os transportes não são excepção e hoje o parque dos motoqueiros estava atribulado. Queríamos ir para Norte e estávamos à procura da forma mais barata de lá chegar. Uma Hyace era alugada por 1000000 STD (40€) e cada mota era alugada a 350000 STD (cerca de 15€), quando o valor depois de regateado ficou em 200000 STD, ou seja, 8€. Após um pequeno “estudo de mercado” encontrámos a melhor solução. Um táxi de ida-e-volta onde ia o condutor e mais 6 por 400000 STD (cerca de 16€). O senhor Adilson, condutor do táxi, era muito simpático e lá fomos a ouvir as músicas santomenses e angolanas o caminho todo. A lagoa está um bocado escondida e para a encontrar tem que se ir com alguém que a conheça. A água é transparente e a temperatura bastante aceitável, mesmo sendo considerado Inverno de S. Tomé. Ao pé da pouca areia existente está um embondeiro, "a árvore do principezinho", com um tronco grosso e austero. Uma árvore que não é comum de encontrar e como no livro de Saint Exúpery dizia "Se o planeta for muito pequeno e os embondeiros muito numerosos rebentem com ele". Mais particularidades da lagoa, existem tubarões para lá da baía, pelo que não é aconselhável ir demasiado longe se não queremos ser o jantar de ninguém. De realçar que descobri que não sou nenhum artista na arte de snorkeling, vou ver se treino para melhorar. Algum conselho para melhorar a minha performance? Este foi um dia descansado e bem passado neste pedaço de São Tomé.
16 de Julho de 2011
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